domingo, 21 de agosto de 2011

Francine Favarato
Eu triste sou calada
Eu brava sou estúpida
Eu lúcida sou chata
Eu gata sou esperta
Eu cega sou vidente
Eu carente sou insana
Eu malandra sou fresca
Eu seca sou vazia
Eu fria sou distante
Eu quente sou oleosa
Eu prosa sou tantas
Eu santa sou gelada
Eu salgada sou crua
Eu pura sou tentada
Eu sentada sou alta
Eu jovem sou donzela
Eu bela sou fútil
Eu útil sou boa
Eu à toa sou tua.

Martha Medeiros

sábado, 20 de agosto de 2011

Firmeza

"É preciso ter força
para ser firme,
mas é preciso
coragem para ser gentil.
É preciso ter força
para se defender,
mas é preciso
coragem para baixar a guarda.
É preciso ter força
para ganhar uma guerra,
mas é preciso
coragem para se render.
É preciso ter força
para estar certo,
mas é preciso
coragem para ter dúvida.
É preciso ter força
para manter-se em forma,
mas é preciso
coragem para ficar em pé.
É preciso ter força
para sentir a dor de um amigo,
mas é preciso
coragem para sentir as próprias dores.
É preciso ter força
para esconder os próprios males,
mas é preciso
coragem para demonstrá-los.
É preciso ter força
para suportar o abuso,
mas é preciso
coragem para faze-lo parar.
É preciso ter força
para ficar sozinho,
mas é preciso
coragem para pedir apoio.
É preciso ter força
para amar,
mas é preciso
coragem para ser amado.
É preciso ter força
para sobreviver,
mas é preciso
coragem para viver.
Se você sente que lhe faltam
a força e a coragem,
queira Deus que o mundo possa abraçá-lo hoje com seu calor e Amor !
E que o vento possa levar-lhe uma voz que lhe diz que há um Amigo,
em algum lugar do Mundo,
desejando que você esteja bem e que, acima de tudo,
seja muito feliz!!!"
Autor: ( Silvia Schmidt )

domingo, 12 de junho de 2011

Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto, gostem de mim, nem que eu faça a falta que elas me fazem. O importante pra mim é saber que eu, em algum momento, fui insubstituível, e que esse momento será inesquecível.


(Fernando Pessoa)

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

"Sou como você me vê.
Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania,
Depende de quando e como você me vê passar."

Clarisse Lispector

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Encerrando ciclos

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final...
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu....
Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.
O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração... e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.
Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!
Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.

Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és..

E lembra-te:
Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão

(Fernando Pessoa)

sábado, 2 de outubro de 2010

Viver ou juntar dinheiro (Max Gehringer)?

Há determinadas mensagens que, de tão interessantes, não precisam nem sequer
de comentários. Abre aspas. Li em uma revista um artigo no qual jovens
executivos davam receitas simples e práticas para qualquer um ficar rico.



Aprendi, por exemplo, que se tivesse simplesmente deixado de tomar um
cafezinho por dia, nos últimos quarenta anos, teria economizado 30 mil
reais. Se tivesse deixado de comer uma pizza por mês, 12 mil reais. E assim
por diante. Impressionado, peguei um papel e comecei a fazer contas. Para
minha surpresa, descobri que hoje poderia estar milionário. Bastaria não ter
tomado as caipirinhas que tomei, não ter feito muitas das viagens que fiz,
não ter comprado algumas das roupas caras que comprei. Principalmente, não
ter desperdiçado meu dinheiro em itens supérfluos e descartáveis. Ao
concluir os cálculos, percebi que hoje poderia ter quase 500 mil reais na
conta bancária.



É claro que não tenho esse dinheiro. Mas, se tivesse, sabe o que esse
dinheiro me permitiria fazer? Viajar, comprar roupas caras, me esbaldar em
itens supérfluos e descartáveis, comer todas as pizzas que quisesse e tomar
cafezinhos à vontade. Por isso, me sinto muito feliz em ser pobre. Gastei
meu dinheiro com prazer e por prazer.



E recomendo aos jovens e brilhantes executivos que façam a mesma coisa que
fiz. Caso contrário, chegarão aos 61 anos com uma montanha de dinheiro, mas
sem ter vivido a vida. Fecha aspas.


(Emprego de A a Z, Max Gehringer)

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Desiderata

Siga tranqüilamente entre a inquietude e a pressa,
lembrando-se de que há sempre paz no silêncio.
Tanto quanto possível, sem humilhar-se, mantenha-se em harmonia com todos que o cercam.
Fale a sua verdade, clara e mansamente.
Escute a verdade dos outros, pois eles também têm a sua própria história.
Evite as pessoas agitadas e agressivas: elas afligem o nosso espírito.
Não se compare aos demais, olhando as pessoas como superiores ou inferiores a você:
isso o tornaria superficial e amargo.
Viva intensamente os seus ideais e o que você já conseguiu realizar.
Mantenha o interesse no seu trabalho, por mais humilde que seja, ele é um verdadeiro tesouro na continua mudança dos tempos.
Seja prudente em tudo o que fizer, porque o mundo está cheio de armadilhas.
Mas não fique cego para o bem que sempre existe.
Em toda parte, a vida está cheia de heroísmo.
Seja você mesmo.
Sobretudo, não simule afeição e não transforme o amor numa brincadeira, pois, no meio de tanta aridez, ele é perene como a relva.
Aceite, com carinho, o conselho dos mais velhos e seja compreensivo com os impulsos inovadores da juventude.
Cultive a força do espírito e você estará preparado para enfrentar as surpresas da sorte adversa.
Não se desespere com perigos imaginários: muitos temores têm sua origem no cansaço e na solidão.
Ao lado de uma sadia disciplina conserve, para consigo mesmo, uma imensa bondade.
Você é filho do universo, irmão das estrelas e árvores, você merece estar aqui e, mesmo se você não pode perceber, a terra e o universo vão cumprindo o seu destino.
Procure, pois, estar em paz com Deus, seja qual for o nome que você lhe der.
No meio do seu trabalho e nas aspirações, na fatigante jornada pela vida, conserve, no mais profundo do seu ser, a harmonia e a paz.
Acima de toda mesquinhez, falsidade e desengano, o mundo ainda é bonito.
Caminhe com cuidado, faça tudo para ser feliz e partilhe com os outros a sua felicidade".


Desiderata (do latim: "coisas desejadas", plural de desideratum) é um poema em prosa do escritor germano-americano Max Ehrmann que foi escrito em 1927 e, por ter sido usado em 1959 pelo Reverendo Frederick Kates, reitor da Igreja de Saint Paul, em Baltimore, Marylan, na coleção de materiais devocionais que compilou para sua congregação, fazendo assim parte do hinário igreja, que data do século 17, é equivocadamente atribuído por muitos à mesma idade do próprio hinário. Ele exorta o leitor a "estar em paz com Deus, quer qual O conceba", e para "manter a paz com sua alma". "Com todos os enganos, labutas e sonhos desfeitos", diz Ehrmann, "este é ainda um mundo maravilhoso”.