Quinta-feira, 11 de Junho de 2009


Rifa-se um coração quase novo.
Um coração idealista.
Um coração como poucos.
Um coração à moda antiga.
Um coração moleque
que insiste em pregar peças no seu usuário.

Rifa-se um coração
que na realidade está um pouco usado, meio calejado,
muito machucado e que teima em alimentar sonhos
e cultivar ilusões.
Um pouco inconseqüente
que nunca desiste de acreditar nas pessoas.
Um leviano e precipitado coração
que acha que Tim Maia estava certo quando
escreveu...
"...não quero dinheiro, eu quero amor sincero, é isso que eu
espero...".
Um idealista...
Um verdadeiro sonhador...

Rifa-se um coração que nunca aprende.
Que não endurece, e mantém sempre viva a esperança de ser feliz,
sendo simples e natural.
Um coração insensato
que comanda o racional
sendo louco o suficiente para se apaixonar.
Um furioso suicida
que vive procurando relações e emoções verdadeiras.

Rifa-se um coração
que insiste em cometer sempre os mesmos erros.
Esse coração que erra, briga, se expõe.
Perde o juízo por completo em nome de causas e paixões.
Sai do sério e, às vezes revê suas posições
arrependido de palavras e gestos.
Este coração tantas vezes incompreendido.
Tantas vezes provocado.
Tantas vezes impulsivo.

Rifa-se este desequilibrado emocional
que abre sorrisos tão largos
que quase dá pra engolir as orelhas,
mas que também arranca lágrimas e faz murchar o rosto.
Um coração para ser alugado,
ou mesmo utilizado por quem gosta de emoções fortes.

Um órgão abestado
indicado apenas para quem quer viver intensamente
contra indicado para os que apenas pretendem passar pela vida
matando o tempo,
defendendo-se das emoções.

Rifa-se um coração
tão inocente que se mostra sem armaduras
e deixa louco o seu usuário.
Um coração que quando parar de bater
ouvirá o seu usuário dizer para São Pedro
na hora da prestação de contas:
"O Senhor pode conferir.
Eu fiz tudo certo, só errei quando coloquei sentimento.
Só fiz bobagens e me dei mal
quando ouvi este louco coração de criança
que insiste em não endurecer
e se recusa a envelhecer"

Rifa-se um coração,
ou mesmo troca-se por outro
que tenha um pouco mais de juízo.
Um órgão mais fiel ao seu usuário.
Um amigo do peito que não maltrate tanto o ser que o abriga.
Um coração que não seja tão inconseqüente.

Rifa-se um coração cego, surdo e mudo,
mas que incomoda um bocado.
Um verdadeiro caçador de aventuras que ainda não foi adotado, provavelmente, por se recusar
a cultivar ares selvagens ou racionais,
por não querer perder o estilo.

Oferece-se um coração vadio, sem raça, sem pedigree.
Um simples coração humano.
Um impulsivo membro de comportamento
até meio ultrapassado.
Um modelo cheio de defeitos
que mesmo estando fora do mercado,
faz questão de não se modernizar,
mas vez por outra, constrange o corpo que o domina.

Um velho coração
que convence seu usuário a publicar seus segredos
e a ter a
petulância de se aventurar como poeta

Terça-feira, 17 de Fevereiro de 2009

TERREMOTOS





    



    Dizem que passado o terremoto de Lisboa (1755),
    o Rei perguntou ao General o que
    se havia de fazer.
    Ele respondeu ao Rei:
    'Sepultar os mortos,
    cuidar dos vivos e fechar os portos'.

    Essa resposta simples,
    franca e direta tem muito
    a nos ensinar.

    Muitas vezes temos em nossa vida
    'terremotos' avassaladores,
    o que fazer?
    Exatamente o que disse o General:
    'Sepultar os mortos,
    cuidar dos vivos e fechar os portos'.

    E o que isso quer dizer para a nossa vida?

    Sepultar os mortos significa que não adianta
    ficar reclamando e chorando o passado.
    É preciso 'sepultar' o passado.
    Colocá-lo debaixo da terra.
    Isso significa 'esquecer' o passado.
    Enterrar os mor tos.

    Cuidar dos vivos significa que,
    depois de enterrar o passado,
    em seguida temos que cuidar do presente.
    Cuidar do que ficou vivo.
    Cuidar do que sobrou.
    Cuidar do que realmente existe.

    Fazer o que tiver que ser feito para
    salvar o que restou do terremoto.

    Fechar os portos significa não deixar as
    'portas' abertas para que novos
    problemas possam surgir ou
    'vir de fora' enquanto estamos
    cuidando e salvando o que restou
    do terremoto de nossa vida.
    Significa concentrar-se na reconstrução,
    no novo.

    É assim que a história nos ensina.
    Por isso a história é 'a mestra da vida'.
    Portanto, quando você enfrentar um terremoto,
    não se esqueça:
    enterre os mortos,
    cuide dos vivos e feche os portos.

Domingo, 25 de Janeiro de 2009

O Curioso Caso de Benjamin Button

Para as coisas importantes nunca é tarde demais. Ou no meu caso, cedo demais.
Seja aquilo que quiser ser.
Não há limites de tempo. Pode começar quando quiser.
Pode mudar ou ficar na mesma. Não há regras para isso.
Pode escolher o melhor ou o pior da vida.
Espero que escolha o melhor da vida.
Espero que veja coisas que a surpreenda.
Espero que sinta coisas que nunca sentiu antes.
Espero que conheça pessoas com diferentes pontos de vista.
E espero que viva uma vida da qual se orgulhe.
Se você achar que não tem, espero que tenha a força para começar novamente.

(Trecho de uma das Narrativas de Benjamin)

Segunda-feira, 29 de Dezembro de 2008

Na Natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma ...

Lei do menor esforço....

huauhahuauhuhahuauhauhauhahuuhauhahua


Domingo, 28 de Dezembro de 2008

e tome caixa de bis....




Domingo, 16 de Novembro de 2008






Missa de sétimo dia amanhã....

Segunda-feira, 10 de Novembro de 2008

Falando Sério

Roberto Carlos
Composição: Mauricio Duboc - Carlos Colla


Falando sério
É bem melhor você parar com essas coisas
De olhar p'ra mim com olhos de promessas
Depois sorrir como quem nada quer.

Você não sabe
Mas é que eu tenho cicatrizes que a vida fez
E tenho medo de fazer planos
De tentar e sofrer outra vez.

Falando sério
Eu não queria ter você por um programa
E apenas ser mais um na sua cama
Por uma noite apenas e nada mais.

Falando sério
Entre nós dois tinha que haver mais sentimento
Não quero seu amor por um momento
E ter a vida inteira p'ra me arrepender.